Leis que saiem da cabeça!
''Chinês disse ter seguido “lei que saiu da cabeça”
O cidadão chinês que, no final de 2005, agrediu uma funcionária do Millenium começou ontem a ser julgado. Segundo o arguido, a visita ao banco foi feita «segundo a lei que saiu da cabeça», assumindo que se tratava de «um concurso»Um homem de 44 anos, de nacionalidade chinesa, começou ontem a ser julgado no Tribunal de Coimbra pelo crime de homicídio qualificado, na forma tentada. O caso remonta ao dia 27 de Dezembro de 2005, quando o indivíduo agrediu uma funcionária do Millenium BCP, sito na Rua Ferreira Borges, com um machado.Com o recurso a uma intérprete, o cidadão chinês, que disse ser comerciante, garantiu ter feito o que fez «segundo a lei que saiu da cabeça», acrescentando tratar-se de uma «lei internacional». Segundo o arguido, «a lei mandou levar o machado e a faca», objectos que comprou numa «loja portuguesa em Coimbra».Apesar de só ter sido detido depois da situação ocorrida no dia 27 de Dezembro de 2005, o homem de 44 anos, que se encontra em prisão preventiva, já tinha provocado, 20 dias antes, desacatos em outra dependência do mesmo banco, que fica na Praça do Comércio.Na altura, tentou levantar dinheiro de uma conta que não existia. Informado da situação pelo funcionário, empurrou e atirou o monitor do computador e o leitor óptico, que se encontravam no balcão, para o chão, provocando estragos estimados numa verba superior a dois mil euros.Confrontado com as duas facas de cozinha, que levava escondidas na cintura, e o machado, que transportava na mão, no dia em que atingiu a funcionária do banco, o cidadão chinês negou ter «batido na cabeça de uma pessoa», ressalvando que apenas pretendia «partir o vidro, estragar o banco e não matar».«O aviso está no jornal»Depois de assumir que tinha dinheiro na referida instituição bancária, sublinhou não estar «zangado», justificando, de novo, a ida ao banco com o facto da «lei internacional ter mandado fazer isto». Uma lei que disse ter visto «na China e em Portugal, num livro que se vende na livraria e também existe na biblioteca».Aparentemente sem sentido, as declarações do acusado mantiveram sempre a mesma linha. «A ONU [Organização das Nações Unidas] mandou aviso para fazer isto através de um papel», referiu o indivíduo, que está em Portugal «há cerca de seis anos» e disse ser «um dos 100 mais ricos do mundo».O cidadão chinês contou que teve uma loja «onde vendia várias coisas» na Rua da Moeda, mas que o negócio «correu mal». «Já está fechada», acrescentou, antes de confirmar ao tribunal que não tem ninguém em Portugal e que a ex-mulher e a filha vivem na China.«Estava a seguir a lei que disse que tinha de entregar um por cento, depois 20 por cento e depois eram 50 por cento», contou o arguido, que, de seguida, explicou os números: «A percentagem era para entregar à ONU. Era um concurso, mas a lei disse que não precisava entregar o dinheiro e consegui obter 60 pontos».As declarações, que poucos compreenderam, prosseguiram, com o homem de 44 anos a assumir que «já tinha feito a lei mais ou menos quatro, cinco vezes», reconhecendo que a mesma dizia que «tinha de fazer até ser preso», antes de divulgar que se fosse a tribunal «não tinha de entregar o dinheiro».Segundo o arguido, que mais tarde disse que «o aviso está no jornal», «agora não preciso de pagar aquele dinheiro», acrescentando que «o tribunal vai ajudar e os governos português, chinês, holandês ainda vão dar dinheiro». A audição de testemunhas ficou marcada para 9 de Maio.'' in Diário de Coimbra
O cidadão chinês que, no final de 2005, agrediu uma funcionária do Millenium começou ontem a ser julgado. Segundo o arguido, a visita ao banco foi feita «segundo a lei que saiu da cabeça», assumindo que se tratava de «um concurso»Um homem de 44 anos, de nacionalidade chinesa, começou ontem a ser julgado no Tribunal de Coimbra pelo crime de homicídio qualificado, na forma tentada. O caso remonta ao dia 27 de Dezembro de 2005, quando o indivíduo agrediu uma funcionária do Millenium BCP, sito na Rua Ferreira Borges, com um machado.Com o recurso a uma intérprete, o cidadão chinês, que disse ser comerciante, garantiu ter feito o que fez «segundo a lei que saiu da cabeça», acrescentando tratar-se de uma «lei internacional». Segundo o arguido, «a lei mandou levar o machado e a faca», objectos que comprou numa «loja portuguesa em Coimbra».Apesar de só ter sido detido depois da situação ocorrida no dia 27 de Dezembro de 2005, o homem de 44 anos, que se encontra em prisão preventiva, já tinha provocado, 20 dias antes, desacatos em outra dependência do mesmo banco, que fica na Praça do Comércio.Na altura, tentou levantar dinheiro de uma conta que não existia. Informado da situação pelo funcionário, empurrou e atirou o monitor do computador e o leitor óptico, que se encontravam no balcão, para o chão, provocando estragos estimados numa verba superior a dois mil euros.Confrontado com as duas facas de cozinha, que levava escondidas na cintura, e o machado, que transportava na mão, no dia em que atingiu a funcionária do banco, o cidadão chinês negou ter «batido na cabeça de uma pessoa», ressalvando que apenas pretendia «partir o vidro, estragar o banco e não matar».«O aviso está no jornal»Depois de assumir que tinha dinheiro na referida instituição bancária, sublinhou não estar «zangado», justificando, de novo, a ida ao banco com o facto da «lei internacional ter mandado fazer isto». Uma lei que disse ter visto «na China e em Portugal, num livro que se vende na livraria e também existe na biblioteca».Aparentemente sem sentido, as declarações do acusado mantiveram sempre a mesma linha. «A ONU [Organização das Nações Unidas] mandou aviso para fazer isto através de um papel», referiu o indivíduo, que está em Portugal «há cerca de seis anos» e disse ser «um dos 100 mais ricos do mundo».O cidadão chinês contou que teve uma loja «onde vendia várias coisas» na Rua da Moeda, mas que o negócio «correu mal». «Já está fechada», acrescentou, antes de confirmar ao tribunal que não tem ninguém em Portugal e que a ex-mulher e a filha vivem na China.«Estava a seguir a lei que disse que tinha de entregar um por cento, depois 20 por cento e depois eram 50 por cento», contou o arguido, que, de seguida, explicou os números: «A percentagem era para entregar à ONU. Era um concurso, mas a lei disse que não precisava entregar o dinheiro e consegui obter 60 pontos».As declarações, que poucos compreenderam, prosseguiram, com o homem de 44 anos a assumir que «já tinha feito a lei mais ou menos quatro, cinco vezes», reconhecendo que a mesma dizia que «tinha de fazer até ser preso», antes de divulgar que se fosse a tribunal «não tinha de entregar o dinheiro».Segundo o arguido, que mais tarde disse que «o aviso está no jornal», «agora não preciso de pagar aquele dinheiro», acrescentando que «o tribunal vai ajudar e os governos português, chinês, holandês ainda vão dar dinheiro». A audição de testemunhas ficou marcada para 9 de Maio.'' in Diário de Coimbra

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